A Terra não compartilha nosso preconceito sobre o plástico, ele saiu dela. É apenas um de seus filhinhos. Pode ser a única razão pela qual nos gerou.... Queria o seu plástico, mas não sabia como fazer. Agora que já tem, o próximo passo será nos expelir como poeirinhas insignificantes. Dã.
Todos precisamos de um desabafo, de uma válvula de escape. Expressar nossos sentimentos do modo que podemos, e de um jeito saudável. Acredito que se todos tivessem um meio de se extravasar o mundo estaria bem melhor. No fundo todos somos artistas, e a vida é um cenário grego, na qual as mortes são verdadeiras, e os sentimentos também. Mas tudo que acontece ao seu redor, é pra te testar e pro público avaliar. Basta entrarmos nessa dança e esperar o fim para agradecermos a presença da platéia.
sábado, 16 de outubro de 2010
Plástico
A Terra não compartilha nosso preconceito sobre o plástico, ele saiu dela. É apenas um de seus filhinhos. Pode ser a única razão pela qual nos gerou.... Queria o seu plástico, mas não sabia como fazer. Agora que já tem, o próximo passo será nos expelir como poeirinhas insignificantes. Dã.
C'est la vie.

Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Minha vontade é esquecer você. Apagar você da minha vida. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Então eu percebo: "Sou eu", e minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você.
Quase.

Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.
terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meus dias não tem sido mais os mesmos, o coração está normal, nenhuma pontada, nenhum sentimento. Sendo que essa normalidade vem me matando.
Não sei que dia é hoje, muito menos as horas, escrevo para desabafar, minha vontade era tirar aqueles sonhos mais secretos da cabeça e transformá-los em reais. Saber que isso nunca será possível, me angustia profundamente.
Vejo outras garotas, e seu repentino suposto amor as dominando. Elas pensam que por uma pessoa fazê-las sentir bem por um tempo, ou por terem roubado um sorriso, feito uma supresa, já é um dos caras que ela vai amar eternamente. Ah, ainda tem outras que amam pela aparência, são apenas garotinhas. Nunca amei.
Por outro lado, vejo na orla da praia, idosos caminhando de mãos dadas e penso se eles realmente se amam. Pra responder a minha pergunta, basta notar detalhadamente o jeito na qual se olham. Os olhos entregam as pessoas. Nunca olho, não quero ser entregue.
Suspiro e penso que sou um caso perdido, é, talvez eu seja. Um caso perdido morto, mas não preocupa-te, os mortos não farão mal algum, já os vivos...
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