segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Boa noite, amor.


Tudo, sim, tudo foi tão rápido. Meu peito anda fechado, meu sorriso se forma sem vontade, meus olhos transbordam uma lágrima de arrependimento. Queria estar deitada nesse mesmo sofá, quase dormindo e por um momento repentino, escuto o barulho do seu carro, levantando- me instintivamente, então a porta da sala se abre, e ali está você, sim, você. Entrando em casa, dando aquele sorriso que me mata internamente, pronto pra falar: “Boa noite amor, como foi o trabalho?” Caminho na sua direção, ansiosa por mais um dos seus abraços, tendo a certeza que nunca mais encontraria um carinho tão verdadeiro, o cheiro do seu perfume entrando nas minhas narinas, misturado com o cansaço do dia, você me segurando tão forte, como se eu nunca tivesse saído de perto de ti, então fecharia os olhos, e gravaria aquele odor eternamente. Mas a porta não se abriu, e você não chegou.

Pegaria na sua mão, e o levaria para a cozinha, onde prepararia o seu café com leite, e você afirmaria com aquele ar orgulhoso, que apenas eu fazia do jeito certo, bebendo com a sua satisfação. Era o seu sorriso, o seu orgulho, os seus olhos, o barulho que faz quando gargalha, o charme do cabelo, o ar satisfeito. Era você. E enquanto eu estivesse lavando a louça, você apareceria nas minhas costas, com as mãos em minha barriga, a acariciando, afirmando com aquele cheiro de café saindo da sua boca, que serei a mãe dos seus filhos, me tonteando com suas palavras e o modo como arqueava a sobrancelha ao falar. Eu dava um sorriso meio sem jeito, e dizia que éramos muito jovens pra pensar nisso. Você me olhava sério e pensativo, e depois respirava fundo e afirmava que eu era sua, e no momento isso que importava. Mas dessa vez não foi, você não está aqui. A cozinha está vazia, os azulejos frios, e a cafeteira quer sentir o calor da tomada, pra poder ligar. Assim como eu quero o calor do seu corpo, pra poder viver.

Caminharíamos para o quarto, onde você trocaria de roupa enquanto me contava a história do maluco do seu trabalho que gastou metade do salário em um bingo e no fim não ganhou muita coisa além de uma mobília de trezentos reais. E você me contava tão animado, fazendo pausas pra me olhar fundo, sorrindo, passando a mão nos meus cabelos, dizendo com tanta firmeza como eu era linda, fazendo-me acreditar. Passo a mão nos meus cabelos, me encarando no espelho e não vejo nada além de uma pessoa normal. Olho pra cama, e lembro que a essa hora você deitava me puxando, como se fossemos duas crianças e me beijava profundamente. Dizendo o quanto me amava, o quanto estava feliz. Como eu era a mulher perfeita pra você. Lembrar disso me fez chorar. Então deito na cama, e não controlo mais as lágrimas que saem dos meus olhos. Queria dizer ao menos mais uma vez o quanto eu amo você. Queria te mostrar como isso está me matando...

A porta se abriu, um susto invadiu meu corpo e foram os teus olhos que se encontraram aos meus. Por um segundo, achei que estivesse sonhando, mas não estava. Sim, você estava ali, parado na porta. Encarando meu rosto com lágrimas.

- Desculpe-me.

- Pelo quê?

- Por ter entrado assim, hoje é sexta feira, achei que não tinha ninguém em casa. Falei que pegaria minhas roupas.

- Tudo bem.

Tentei sorrir, limpei meu rosto e saí do quarto. Sua presença me sufoca. Caminhei até o banheiro, lavei meu rosto. Escuto a sua voz.

- O que disse?

- O que houve com a gente?

- Tempo.

- Tempo?

- Sim.

- Como assim?

- O tempo nos separou. Antes era muito jovens, hoje somos adultos.

- Então por que estava chorando?

- Quem disse?

- Seu coração disse ao meu. Disse pra eu vir mais cedo, disse pra te segurar, disse pra nunca mais te soltar, pra tomar seu café, e olhar nos teus olhos.

- Por que não faz? – Ele suspirou profundamente, arqueou uma das suas sobrancelhas, como costumava fazer e disse, num timbre baixo:

- Boa noite amor, como foi o trabalho?

Então sorriu daquele jeito que me matava internamente, e me joguei nos seus braços, urgentemente. Nos encontramos em um forte abraço, o carinho mais verdadeiro que já senti e sentiria em toda minha vida. Aquela lágrima presa se soltou, e esboçou o sorriso escondido na noite de uma criança.

sábado, 16 de outubro de 2010

Plástico

Hoje em dia todo mundo acha que tem que salvar alguma coisa. Salvem as árvores. Salvem as baleias. Salvem as abelhas. Salvem o planeta. O quê? Salvar o planeta? Nós não sabemos cuidar de nós mesmos. Não sabemos cuidar uns dos outros. E vamos realmente salvar o planeta? Aliás, não tem nada de errado com ele. The planet is fine, the people are fucked. Comparada as pessoas, o planeta está ótimo. Ele existe a 4,5 bilhões de anos, nós vivemos o quê? 100 ou 200 mil anos. E mesmo assim, as indústrias "pesadas" começaram a surgir a pouco mais de 200 anos. Agora compara... 4,5 bilhões contra 200 anos. E ainda temos a presunção de nos achar uma ameaça. O planeta já passou por terremotos, vulcões, placas tectônicas, movimento de continentes, raios solares, manchas solares, tempestades magnética, inversão magnética dos polos, centenas de bilhares de anos bombardeada por cometas, asteróides e meteoros, enchentes globais, maremotos, incêndios globais, erosão, raios cósmicos, eras glaciais recorrentes, e nós pensamos que algumas sacolas de plástico ou latas de alumínio vão fazer alguma diferença? O planeta não vai pra lugar nenhum, nós vamos. Ele vai se curar, vai se limpar, porque é isso que ele faz. É um sistema que se auto-corrige. E se é verdade que o plástico não é degradável, o planeta vai simplesmente incorpora-lo em um novo paradigma: Terra + Plástico.
A Terra não compartilha nosso preconceito sobre o plástico, ele saiu dela. É apenas um de seus filhinhos. Pode ser a única razão pela qual nos gerou.... Queria o seu plástico, mas não sabia como fazer. Agora que já tem, o próximo passo será nos expelir como poeirinhas insignificantes. Dã.

C'est la vie.


Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Minha vontade é esquecer você. Apagar você da minha vida. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Então eu percebo: "Sou eu", e minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você.

Quase.


Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

terça-feira, 5 de outubro de 2010



Meus dias não tem sido mais os mesmos, o coração está normal, nenhuma pontada, nenhum sentimento. Sendo que essa normalidade vem me matando.
Não sei que dia é hoje, muito menos as horas, escrevo para desabafar, minha vontade era tirar aqueles sonhos mais secretos da cabeça e transformá-los em reais. Saber que isso nunca será possível, me angustia profundamente.
Vejo outras garotas, e seu repentino suposto amor as dominando. Elas pensam que por uma pessoa fazê-las sentir bem por um tempo, ou por terem roubado um sorriso, feito uma supresa, já é um dos caras que ela vai amar eternamente. Ah, ainda tem outras que amam pela aparência, são apenas garotinhas. Nunca amei.
Por outro lado, vejo na orla da praia, idosos caminhando de mãos dadas e penso se eles realmente se amam. Pra responder a minha pergunta, basta notar detalhadamente o jeito na qual se olham. Os olhos entregam as pessoas. Nunca olho, não quero ser entregue.
Suspiro e penso que sou um caso perdido, é, talvez eu seja. Um caso perdido morto, mas não preocupa-te, os mortos não farão mal algum, já os vivos...

domingo, 29 de agosto de 2010

Que seja eterno.


Acredite em amor eterno, ele existe! Nem sempre as pessoas que se amam acabam juntas, mas isso nao significa que o amor tenha acabado. É possivel encontrar a felicidade em outros olhares, toques e presenças. Mas quem pode dizer que eles ainda não pensam um no outro? A vida pode acabar e seus corações mesmo distantes estarão próximos. O fim da vida é só o começo. Há um amor que nao acaba. E o amor que você sente permanecerá em sua alma. Sempre haverá um pouco dele em voce. E em cada novo amor, nem que reste apenas lembranças, os momentos que passaram podem voltar a sua mente inúmeras vezes. Isso pode estampar um sorriso em seus lábios, ou fazer lágrimas escorrerem de seus olhos. Ninguém é capaz de substituir quem voce ama. Alguns podem preencher o vazio que esse amor deixou.. mas nunca ocupará o lugar que ele ainda ocupa. Somos capazes de amar inúmeras pessoas. Inúmeras vezes. Mas nem todo amor é forte suficiente pra se manter vivo apesar da distancia e tempo. Podem passar muitos anos. Muitos amores vão chegar e partir em sua vida. De alguns você vai lembrar, outros nao. Mas sempre haverá aquele que você continuará amando. Estando ou nao junto dele. De alguma forma esses corações sempre estarão ligados. Eternamente.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Saudade é pouco como fome.

Ninguém consegue imaginar a falta que você me faz... Mesmo depois de tanto tempo, ainda consigo ver o reflexo que seu cabelo fazia quando se encontrava ao sol. Ainda consigo ver o brilho dos seus olhos quando eles se encontravam aos meus. Consigo ter a sua imagem intacta deitado na minha cama, ou então recostado na porta fumando seu simples cigarro. E eu simplesmente, não consigo me acostumar com a idéia de você não estar mais ao meu lado. Queria que soubesse o quanto sinto sua falta, e meus textos sempre terão um ponto de encontro com você. Porque quando precisava de apoio, você era minha base. Quando precisava sorrir, era pro seu quarto que eu ia. Até mesmo quando não queria nada, apenas o seu abraço me bastava. O soar da sua voz, me acalmando e dizendo exatamente o que eu precisava ouvir. Você tinha o dom de fazer os simples momentos se tornarem os melhores. Ah, como eu sinto a sua falta.
E o que é mais bobo é que ainda entro no seu quarto toda vez que chego em casa, na esperança de tudo ter sido um pesadelo e que na verdade você ainda esta lá, deitado, olhando pro relógio, controlando minha hora de chegada. E ao me ver dava aquele abraço preocupado, seguido por um suspiro aliviado. Como anseio em sentir esse abraço novamente. Eu sinto tanto a sua falta, até de quando você tomava banho com seu perfume, fazendo o cheiro tornar-se insuportável.Tinha ódio daquela sua mania de estar sempre me contrariando, ou então, rindo de mim. Hoje, quero você aqui de qualquer jeito. Lembro que me prometeu que seríamos nos dois a vida inteira, eu sei que você está comigo, mas não consigo ver seu rosto, não consigo ouvir sua voz, isso me aperta tanto, tenho medo de um dia esquecer seu timbre, ou a luminosidade dos seus olhos. E todos me disseram que um dia a dor vira saudade, mas não vira. Você apenas se acomoda com a mesma, sem perceber a diferença.
E agora sou só eu, olhando pros lados, sentindo o vento, o teu vento, e sendo iluminada pelo sol, o teu sol. E o meu coração sempre vai te levar, não importa onde esteja.

domingo, 13 de junho de 2010

Uma conversa, um café.

Querido amigo, me traga um café. Vou bater uma prosa com o coronel. Tô é com uma vontade de correr a cidade. Acordei com aquela ânsia de ver tudo a pé.
Andei um pouco e me deparei numa casinha bem simples. Gritei e me atendeu um velho desdentado, seu Zé, ô cabra bom, contei um pouco da minha vida, e do que pretendo fazer.
Seu Zé me disse que de escritor já basta os do jornal, falou que sou um baita d'um sonhador, e disse também que assim não pode ser. Dona Miralva concordou com o marido. Mas de que adianta ouvir dois ignorantes? Não sabem ler, nem escrever. Passaram foi por uma vida dificil, dona Miralva deixou a família, a cidade natal e se ajuntou com seu Zé. Tiveram Carlinhos e Luisinho, duas pestes. Um mais o outro da aquela dor de cabeça.
Na casa do lado tinha o viúvo, seu Claúdio, aquilo lá é lugar de gente muito pobre e sofrida. Cada um tem sua história. Bora meu amigo, prepara esse café. Não dá pra chegar com atraso na casa do coronel.
Praquele povo ninguém olha, talvez se for eu mais o coronel, as coisas mudem.
Ora pois, pois. Por que me preocupo tanto? Pra ver minha gente de cara lavada e feliz. Tudo bem, tudo bem. Assumo, quero é mostrar pro seu Zé que não sou tão sonhador como ele pensa, quando ver o coronel o olho do danado vai até brilhar.
Eu vou é ficando por aqui, antes que o bonde saia e eu acorde com aquela roncadeira danada que só. Até mais, caro amigo. Se cuida.

Despertar da meia noite

O relógio bateu, fazendo aquele corpo estremecer, sentia-se de longe as pulsações em seu peito. A rosa desabrochou. O velho comentou, a moça também olhou. A menina então chorou.
Fora repentina aquela passagem. O relógio parou de soar. Instantâneamente o velho continuou a ler, e a moça correra. Tudo voltava ao movimento. Em súbito, aquele corpo se agachara com a rosa na mão. Segurando-a com força, pressionando o espinho contra a pele.
Seu sangue, que agora saia aos poucos, se misturava com a dor e com as lágrimas.
Seu interior era o vasto mundo que nenhum ali podia interpretar, ela escondia seus olhos, para não transbordar mais sangue.
O trem então saiu, e ela se levantou. Olhava pros lados, mas nada encontrava, suspirou e seguiu em frente. Cumprimentando então o velho que a encarara tempos antes. Mostrou a ele o sorriso da dor.
O mesmo então encarou a rosa e a gota de sangue, presente na mesma. Sorriu à menina, e seus olhos se fixaram em um ponto. Lembrando-se de anos atras, quando fora obrigado a deixar uma rosa bem parecida com aquela, no túmulo de sua falecida esposa. Dera o mesmo sorriso pesado. Imediatamente, seus olhos se encheram de lágrima. E com grande pesar disse a um jovem sentado a seu lado: E esse foi o despertar da meia noite. O menino não compreendeu, e aquele senhor correu pra pegar o trem. Dando continuidade a vida.
Olhando para baixo, estava a pétala que caiu da rosa, no momento que a menina passava. A mesma, se prendeu ao chão daquela triste ferrovia, deixando a marca de mais um amor perdido no soar da meia noite.

Nem por um segundo...


Da minha janela não consigo ver nada, o céu está azul, as nuvens como algodão doce. Mas dentro de mim, o frio se apossa. Não sinto meu coração, e num intenso momento, nada mais faz sentido. Talvez realmente seja muito tarde, ou não. Adoro dizer que tudo é relativo, mesmo duvidando da relatividade deste momento. Odeio quando você tenta ser meu pai, brigando comigo por qualquer razão boba. Sempre me dizendo o que é certo ou errado, me olhando intensamente.
Você tem o dom de colocar-me num presídio dentro do seu olhar. Me aprisiono aqueles dois circulos brilhantes e mágicos ao meu ver. Da sua boca, sai aquela irritante voz serena, balançando mais esse turbilhão de emoções, que já se fazem constantes na minha vida. Você me coloca no seu colo, e me diz que sou sua. Mas a verdade é que você nunca foi meu.
Agora começo a caminhar no meu quarto, revendo nossas fotos com as brincadeiras mais particulares. Meus olhos se enchem de lágrima, e meu peito está pulsando para fora do meu corpo. Dando-me uma súbita sensação selvagem de bagunçar meu cabelo, rasgar aquela roupa que agora me sufoca, e gritar tão alto pra você poder ouvir o quão repugnante é pra mim.
Me viro pra o espelho e penso em como você é desprezível e covarde. Você sempre teve medo de me surpreender, sempre teve medo de se entregar. E eu, ingênua, te dei aquele órgão que hoje está apertado e chorando... Te dei o que me torna viva, sem querer nada em troca.
As lágrimas fogem do meu rosto, recosto meu corpo na cama, repugnando esse sentimento. Respiro fundo, e me veio a cena em que Kat lia sua poesia para Patrick Verona, frizando apenas a última parte: "Mas eu odeio principamente, não conseguir te odiar, nem um pouco, nem mesmo por um segundo.. Nem mesmo só por te odiar."
E seu rosto aparece como um fantasma, trazendo em súbito aquela estranha sensação, então viro pro lado e repito pra mim mesma: Nem por um segundo...